O melanoma é um tipo de câncer de pele cuja ocorrência está relacionada a diferentes fatores de risco. Entre os principais, está a exposição à radiação ultravioleta, especialmente quando há episódios de queimadura solar intensa ao longo da vida, sobretudo na infância.

A maior associação de melanoma na vida adulta está associada a queimadura solar na infância.
O termo queimadura solar, se refere aquele dia em que você ficou intensamente vermelho com formação de bolhas e/ou descamação intensa após exposição solar de um dia ou final de semana.
Essas exposições pontuais como aos finais de semana durante o verão, durante um mês de férias, são denominadas “exposição solar intermitente”.
Esta exposição solar intermitente está fortemente associada como fator causal de uma mutação genética (mutação do gene BRAF) que é um dos principais gatilhos para formação do melanoma cutâneo.
A exposição crônica diária também influencia no risco para melanoma e aqui vem a importância de lembrarmos dos nossos hábitos e necessidades diárias como pessoas que moram em casa e com frequência ficam em áreas abertas diariamente, pessoas que trabalham em áreas abertas ou dirigem automóveis/helicópteros/aviões diariamente.
O uso de câmaras de bronzeamento artificial é um fator de risco bem estabelecido para melanoma.
Esses equipamentos emitem radiação ultravioleta em altas concentrações, podendo causar danos ao DNA das células da pele e aumentar significativamente o risco de câncer cutâneo.
No Brasil, o uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos é proibido desde 2009.
Pessoas com pele clara, olhos claros, cabelos loiros ou ruivos e que apresentam dificuldade para bronzear possuem maior suscetibilidade aos danos causados pela radiação ultravioleta.
Esses indivíduos apresentam maior risco de desenvolver melanoma ao longo da vida e devem adotar medidas rigorosas de proteção solar diariamente.
A quantidade de pintas (nevos melanocíticos) é um importante fator de risco para melanoma.
Pessoas com mais de 100 pintas espalhadas pelo corpo apresentam risco aumentado quando comparadas à população geral. Da mesma forma, a presença de pintas atípicas também está associada a maior probabilidade de desenvolver melanoma.
Quanto maior o número de pintas atípicas, maior tende a ser o risco ao longo da vida. Nesses casos, o acompanhamento dermatológico regular e a dermatoscopia digital podem auxiliar na identificação precoce de alterações suspeitas.

Pacientes submetidos a transplantes de órgãos, como rim, fígado ou pulmão, frequentemente utilizam medicamentos que reduzem a atividade do sistema imunológico para evitar rejeição.
Além deles, algumas doenças e tratamentos que causam imunossupressão também podem aumentar o risco de melanoma e de outros tipos de câncer de pele.
Por esse motivo, essas pessoas devem realizar acompanhamento dermatológico periódico.
A genética exerce papel importante no desenvolvimento do melanoma.
Pessoas que possuem familiares de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) ou segundo grau diagnosticados com melanoma apresentam risco aumentado quando comparadas à população geral.
Além disso, indivíduos ruivos frequentemente apresentam alterações genéticas relacionadas à produção da melanina, pigmento responsável pela proteção natural da pele contra os efeitos da radiação ultravioleta.
Atualmente, testes genéticos podem auxiliar na identificação de alterações hereditárias associadas ao aumento do risco de melanoma em algumas famílias.
“Quem já teve melanoma possui maior risco de desenvolver um novo melanoma ao longo da vida.
Após o tratamento, é fundamental manter consultas regulares com o dermatologista para avaliação completa da pele e identificação precoce de possíveis novas lesões.”
Sim. Embora fatores como genética e histórico familiar não possam ser modificados, algumas medidas ajudam a reduzir significativamente o risco de desenvolver melanoma:
Pessoas com pele clara, muitas pintas, pintas atípicas, histórico familiar de melanoma, imunossupressão ou episódios de queimadura solar intensa devem realizar acompanhamento dermatológico regular.
O diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para aumentar as chances de cura do melanoma. Exames como a dermatoscopia digital permitem o monitoramento detalhado das lesões pigmentadas e auxiliam na identificação precoce de alterações suspeitas.
“Percebeu uma pinta diferente ou uma lesão que mudou recentemente? Agende sua avaliação dermatológica.
O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção e tratamento do melanoma.”
Conteúdo revisado por:
Dra. Ana Flávia Moraes – Dermatologista
E atualizado em junho/26.
Importante:
As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada. Caso observe alterações em pintas ou lesões da pele, procure um dermatologista.
Referências médicas:
Skin cancer screening: recommendations for data-driven screening guidelines and a review of the US Preventive Services Task Force controversy.
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Melanoma Manag. 2017 Mar;4(1):13-37. doi: 10.2217/mmt-2016-0022. Epub 2017 Mar 1.